Pesquisa: Mendonça lidera confiança no STF, Toffoli tem queda histórica

Pesquisa: Mendonça lidera confiança no STF, Toffoli tem queda histórica

Jéssica Maciel, mar, 26 2026

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O cenário do poder judiciário brasileiro entrou em uma nova fase de turbulência após a divulgação de dados surpreendentes nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. Uma pesquisa exclusiva do AtlasIntel, em parceria com o jornal Estadão, revela um retrato polarizado da Corte Suprema. De um lado, há aprovação sólida; do outro, uma rejeição inédita. O resultado aponta que apenas um ministro escapou do desgaste generalizado, enquanto o presidente do julgamento principal acumula os números piores da história recente.

A调查 foi realizada entre os dias 16 e 19 de março, interrogando 2.090 pessoas de todo o país. O erro amostral de dois pontos percentuais dá peso significativo aos resultados, mas é a direção da mudança que realmente chama a atenção dos analistas políticos. Estamos falando de uma queda brutal para alguns e uma estabilidade para outros, tudo isso sob a sombra da investigação do caso Banco Master.

André Mendonça, o destaque positivo

Se você abrir o rol da justiça, o nome de André Mendonça se destaca não apenas pela cor do gráfico, mas pela consistência. Ele é o único magistrado com saldo positivo na avaliação popular: 43% contra 36%. Isso pode parecer margem estreita, mas em termos absolutos, é um feito raro neste momento.

Mendonça, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro, conseguiu manter seu perfil discreto como vantagem competitiva. Não há muitos ruídos ao redor dele comparado aos colegas mais midiáticos. Segundo Wallace Corbo, professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas, essa postura silenciosa protegeu sua imagem quando o resto da corte estava sob fogo amigo.

Vale notar que essa aprovação não é acidental. Comparando com agosto de 2025, houve uma melhoria perceptível. Enquanto outros ministros viam seus índices despenharem, Mendonça aguentou o tranco institucional sem perder apoio.

A queda livre de Toffoli e o efeito escândalo

Do outro lado da balança, temos um dos momentos mais dramáticos das pesquisas políticas modernas. O ministro Dias Toffoli concentra a pior nota absoluta. A rejeição atingiu 81%, um número assustador que representa quase todo o espectro de entrevistados insatisfeitos. Apenas 9% o avaliam positivamente.

Mas espera aí. Não é assim que era antes. Em agosto de 2025, ele estava com 50% de rejeição. Em menos de sete meses, a percepção pública mudou 31 pontos percentuais. Nunca antes víamos algo desses números num juiz do topo. Por quê?

A coincidência temporal não é obra do acaso. A deterioração bate exatamento com a época em que Toffoli assumiu a relatoria da investigação sobre o Banco Master. A forma como conduziu as ações — marcando confrontantes antes de testemunhos e limitando perícia criminal — gerou polêmica. Isso afetou diretamente o trabalho da Polícia Federal.

Oscar Vilhena, também professor de direito constitucional na FGV, explicava recentemente que a avaliação negativa vem da sensação de que o processo não investiga corrupção com rigor suficiente. "A curvas negativa de Toffoli é produto da superexposição no julgamento de casos de corrupção. O juiz visto como brando tem avaliação mais negativa", diz ele. É uma junção perigosa: percepção de cumplicidade com réus e lentidão no combate à quadrilha.

Crise institucional e outras máximas

Crise institucional e outras máximas

O problema não se limita a um só homem. O Supremo Tribunal Federal como instituição está sofrendo. Seis em cada dez brasileiros hoje não confiam na corte. É o maior índice de desconfiança já registrado na série histórica dessas medidas.

Outros nomes também sofreram desgaste. O ministro Alexandre de Moraes viu sua reprovação subir de 51% para 59%. Antigamente ele tinha aprovação quase empatada com rejeição; agora há um déficit claro. Mesmo o presidente da corte, Edson Fachin, recuou. Sua aprovação caiu de 32% para 27%. Apenas Flávio Dino manteve uma posição razoável com 40% de aprovação, um fato curioso diante das críticas técnicas recebidas por suas decisões recentes.

A questão é clara: a imagem geral da justiça suprema está rachada. E isso influencia como as decisões são recebidas lá fora, independente da argumentação jurídica.

Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

O que motivou a queda na aprovação de Toffoli?

A queda drástica deve-se principalmente ao papel dele na investigação do Banco Master. A percepção pública foi afetada por condutas processuais consideradas lentas ou favoráveis aos investigados, além da restrição no acesso a provas, gerando desconfiança sobre a imparcialidade da Corte.

Qual a metodologia da pesquisa AtlasIntel?

A pesquisa entrevistou 2.090 pessoas entre 16 e 19 de março de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, garantindo representatividade nacional sobre a opinião pública dos ministros.

Por que André Mendonça é o mais bem avaliado?

Sua avaliação positiva está ligada ao perfil profissional discreto e à falta de exposição midiática conturbada. Ao contrário de colegas que estão no centro de escândalos, Mendonça mantém baixa visibilidade polêmica, resultando em menor rejeição pública.

Isso afeta a atuação política do STF?

Sim, a perda de legitimidade impacta a autoridade moral da corte. Com 60% da população desconfiando da instituição, as decisões podem enfrentar maior resistência social e pressionar outros poderes a questionarem a independência judicial.

14 Comentários

Marcelo Oliveira

Marcelo Oliveira

Nossa soberania está sendo atacada por juízes que não conhecem a realidade do povo brasileiro. Essa pesquisa mostra apenas o despreparo da elite acadêmica para entender nosso sistema jurídico. A confiança cega numa suposta meritocracia é um erro grave do século passado. Precisamos blindar nossa justiça contra influências externas e pressões de mercado. Não adianta culpar nomes isolados quando o sistema já nasceu podre na base. Os estrangeiros riem da nossa instabilidade enquanto tentam moldar nossas decisões judiciais. Isso é um sintoma de que perderemos controle total do destino nacional se continuarmos assim. O patriotismo foi substituído por carreirismo puro e simples em Brasília.

Jamal Junior

Jamal Junior

acho que ele tem um ponto mas talvez esteja exagerando um pouco na questão do sistema todo. é importante sim que a gente preste atenção nesses números mas sem entrar em pânico. muitos ministros estão fazendo trabalho duro mesmo que passe despercebido pela população comum. a gente precisa dar margem para eles atuarem com tranquilidade sem tanta pressão de mídia. confesso que fico preocupado com a situação geral mas acredito que vamos superar isso. o importante é manter o diálogo calmo entre as pessoas sobre esses assuntos delicados. espero que o tempo melhore esse clima ruim de desconfiança.

Dandara Danda

Dandara Danda

Essa pesquisa confirma meu pior medo sobre a instituição.

Rafael Rafasigm

Rafael Rafasigm

tá difícil mesmo né a galera tá perdida com tanta informação conflitante por aí. acho q muita coisa é fabricada só pra vender jornal ou ganhar cliques na internet. mas não dá pra negar q tem algo errado acontecendo dentro das paredes do stf. melhor acompanhar e ver o q vem acontecer sem sair gritando.

Fernanda Nascimento

Fernanda Nascimento

A queda de apoio ao tribunal mostra que a corrupção venceu a ética no topo. O Brasil merece juízes íntegros e não políticos de toga brancos cobrindo escândalos. A imagem internacional do país arrasa com cada nova manchete negativa sobre o judiciário. Estamos permitindo que uma elite pequena decida o futuro da nação sem responsabilidade. A soberania nacional depende da moralidade dos nossos líderes institucionais. Se o povo não confia mais, quem vai fiscalizar a fraude? A vergonha é enorme ver nossos símbolos destruídos por interesse privado. Basta dessa impunidade criminosa disfarçada de justiça técnica.

Priscila Sanches

Priscila Sanches

A análise da legitimação institucional requer uma abordagem multifatorial considerando variáveis sociopolíticas relevantes. O declínio da percepção de credibilidade aponta para falhas na comunicação da gestão pública do poder. Temos observado uma erosão progressiva do capital simbólico acumulado pelas cortes supremas modernas. É fundamental compreender que métricas de opinião pública refletem contextos históricos específicos. A governança democrática necessita de mecanismos de transparência robustos para mitigar assimetrias informativas. Sem isso, o abismo entre a sociedade civil e os operadores jurídicos tende a ampliar-se exponencialmente.

Joseph Cledio

Joseph Cledio

Essa reflexão sobre o capital simbólico dos tribunais é bastante pertinente. A crise de legitimidade decorre muitas vezes de expectativas desencontradas sobre o papel do judiciário. Quando os cidadãos esperam resultados populistas, a natureza técnica do direito colide com desejos emocionais. A estabilidade das instituições depende exatamente dessa compreensão das funções separadas. Contudo, o distanciamento excessivo entre linguagem jurídica e senso comum gera fricção social inevitável. Precisamos educar a massa para diferenciar política partidária da jurisdição constitucional. Caso contrário, qualquer decisão será vista através de filtros ideológicos distorcidos. A qualidade do debate público recairá ainda mais drasticamente nesse ambiente tóxico.

Rafael Rodrigues

Rafael Rodrigues

Curioso como teóricos sempre encontram explicações racionais para o que parece irracional na prática. Talvez seja hora de ouvir menos definições acadêmicas e mais sentimentos reais da rua. O uso de jargões pesados às vezes afasta quem precisa mais entender o que acontece. Parece defesa velada de um sistema que claramente não atende a expectativa popular hoje. A frieza analógica ignora a dor concreta das famílias prejudicadas pelos abusos. É perigoso romantizar a estrutura que causa tanto sofrimento silencioso. Seria bom ver essa classe estudando o impacto humano real das sentenças.

Anderson Abreu Rabelo

Anderson Abreu Rabelo

A narrativa judicial tá num loop de glitch constante sem atualizar o firmware da esperança. Parece que instalaram um virus de desconfiança no sistema operacional da democracia. Nossos algoritmos sociais não conseguem renderizar a justiça em alta definição atualmente. A interface do usuário popular retornou erro 404 de autoridade não encontrada.

ESTER MATOS

ESTER MATOS

Essa analogia tecnológica facilita a compreensão de um fenômeno sociológico complexo. A desconstrução da autoridade tradicional demanda novos paradigmas de interação cidadã. Estamos testemunhando a transição de uma cultura de reverência para uma de questionamento crítico. O processo de negociação social passa por crises agudas de identidade institucional nessa fase. A mediação cultural torna-se vital para evitar rupturas definitivas no pacto federativo.

Sonia Canto

Sonia Canto

Entendo perfeitamente a necessidade de renovar essas negociações culturais dentro da sociedade. Muitas pessoas estão sofrendo com a sensação de abandono das promessas públicas. O acolhimento emocional desse momento é tão importante quanto a análise fria dos dados. Vamos juntos construir pontes para que todos se sintam ouvidos novamente. A empatia coletiva pode restabelecer o senso de comunidade que falta agora.

Maria Adriana Moreno

Maria Adriana Moreno

O vernacular popular demonstra uma ignorância patente sobre a hermenêutica jurídica complexa. Leigos nunca compreenderão a profundidade das impugnações técnicas apresentadas nos autos. A opinião pública é volátil e incapaz de avaliar precedentes históricos relevantes. A educação superior seria necessária para formar um juiz de verdade na plateia. Preferimos manter a exclusividade intelectual para garantir a pureza do raciocínio legalístico. O populismo nunca gerará soluções duradouras para conflitos constitucionais sérios.

Alberto Azevedo

Alberto Azevedo

Gostaria que considerasse que a inteligência popular também possui seus valores intrínsecos legítimos. Muitas decisões históricas vieram justamente da pressão da base sobre as estruturas elites. Ignorar o senso comum pode levar a um isolamento danoso para a própria ordem jurídica. A sabedoria técnica precisa dialogar com a experiência vivida pelo cidadão comum diariamente. Talvez a simplicidade contenha verdades que o complexo encobre propositalmente.

Thaysa Andrade

Thaysa Andrade

O fato de que pesquisas eleitorais tenham esse peso é discutível e falho. Ninguém tem a resposta final sobre a justiça brasileira completa. Muitas vezes o público não entende o processo técnico detalhado. É importante olhar além dos números crus apresentados pela mídia sensacionalista. A imprensa costuma criar narrativas apressadas para vender jornais digitais. Esses dados podem ser apenas um momento efêmero na história institucional longa. A corte ainda funciona independentemente da opinião popular fluctuante. Juízes não precisam ser populares para fazer justiça imparcial rigorosamente. A democracia sofre quando se exige aprovação constante do povo massificado. A estabilidade das leis deve prevalecer sobre a vontade imediata passageira. O medo do julgamento da maioria corrói a imparcialidade necessária. Devemos ter paciência com processos que levam anos para dar resultado justo. Críticos esquecem as restrições processuais impostas pela lei escrita. A queda nos índices reflete insatisfação política mais que jurídica real. Precisamos esperar para ver a validade dessas conclusões futuras. O cenário político muda rápido demais para confiar em amostras pequenas. A verdadeira avaliação exige décadas não apenas semanas de dados falsos.

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