França empata com Islândia e vê Ucrânia vencer Azerbaijão nas Eliminatórias 2026

França empata com Islândia e vê Ucrânia vencer Azerbaijão nas Eliminatórias 2026

Jéssica Maciel, out, 14 2025

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Quando a França chegou ao gramado de Reykjavik para a 4ª rodada das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo 2026, ninguém esperava que o jogo terminasse em 2 a 2. O duelo, marcado para 13 de outubro de 2025, era a chance da equipe tricolor garantir a classificação antecipada ao torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas o empate acabou descabelando os planos de Didier Deschamps, técnico da seleção.

Contexto das eliminatórias e o peso do Grupo D

Antes da partida, o Grupo D era quase uma certeza de classificação para a França: nove pontos em três jogos, 100% de aproveitamento. A Islândia, com três pontos, lutava para se manter viva na briga, enquanto a Ucrânia tinha quatro e o Azerbaijão ainda não havia aberto o placar. O regulamento deixa duas vagas diretas – os dois primeiros do grupo avançam diretamente, e o terceiro tem chance nos play‑offs.

O cenário mudou de forma drástica quando a equipe islandesa abriu o placar ainda no primeiro tempo. Um gol inesperado de Gylfi Sigurðsson (não marcado) deixou a França em alerta, mas Mbappé – que entrou no segundo tempo – respondeu duas vezes, fazendo o placar virar antes de o islandês empatar com um lateral de Árni Sigurðsson nos minutos finais.

Detalhes do confronto França × Islândia

O jogo, transmitido ao vivo pela plataforma Na Rede, foi marcado por trocas intensas. O técnico francês fez três substituições, colocando em campo Kylian Mbappé como atacante de referência. Mbappé marcou aos 27 e 63 minutos, mas a defesa islandesa, bem organizada, converteu duas oportunidades de bola parada.

“Precisamos reagir e mostrar a força que a França tem”, disse Didier Deschamps na coletiva pós‑jogo. O capitão islandês, Andri Sigþórsson, elogiou o rival: “Foi um jogo muito duro, mas conseguimos trazer o empate em casa”.

O empate manteve a França com 10 pontos, mas reduziu a vantagem sobre a Ucrânia para apenas três pontos – um salto que a equipe ucraniana deu ao vencer o Azerbaijão no mesmo dia.

Reação dos torcedores e da imprensa

Nas redes sociais, a hashtag #FrançaNãoGarante dominou o Twitter brasileiro. Muitos fãs expressaram surpresa: “Imagina perder a invencibilidade depois de três vitórias? Isso mexe com a cabeça dos jogadores”. A imprensa esportiva europeia, como a L’Équipe, destacou a “fragilidade defensiva” da França, apontando que, para confirmar a vaga, o treinador deve ajustar a linha de fundo nas próximas partidas.

O narrador da transmissão, que saudou o público brasileiro com um descontraído “Alô, alô Brasil. Ótima tarde a todos ligados na rede. Segundou, hein?”, lembrou que este foi o último jogo da data FIFA de outubro, acrescentando que as emoções ainda estão longe de acabar.

Impacto no Grupo D e as próximas confrontações

Com a vitória ucraniana sobre o Azerbaijão, a tabela agora está assim:

  • França – 10 pontos
  • Ucrânia – 7 pontos
  • Islândia – 4 pontos
  • Azerbaijão – 1 ponto

Os próximos compromissos são decisivos. No dia 13 de novembro, a França visita a Ucrânia em Kiev, horário de Brasília 16h45. Em 16 de novembro, o time francês recebe o Azerbaijão no Stade de France, às 14h. Para garantir a vaga, a França precisará vencer ambos.

A Islândia ainda tem dois jogos em casa: contra o Azerbaijão em 13 de novembro e contra a Ucrânia em 16 de novembro, ambos às 14h (horário de Brasília). Se conseguir os três pontos contra o Azerbaijão, ainda pode ser o terceiro colocado e buscar o play‑off.

Histórico recente e lições aprendidas

Historicamente, a França tem sido dominante nas eliminatórias europeias – desde 1990, rara vez perdeu fora de casa. Porém, nos últimos dois ciclos, partidas contra equipes menos cotadas têm gerado sustos (por exemplo, o empate contra a Finlândia em 2022). O técnico Deschamps já enfrentou críticas por optar por uma formação mais defensiva, algo que pode ter custado o gol de empate islandês.

Para a Islândia, o empate representa um passo importante rumo à primeira classificação direta para uma Copa do Mundo. O país já surpreendeu ao chegar ao Euro 2016, e agora está mais perto de escrever história nos Estados‑Unidos.

O que vem pela frente?

Os analistas preveem que a partida entre França e Ucrânia será um verdadeiro teste de nervos. A Ucrânia, que tem avançado gradualmente, tem jogadores como Oleksandr Zinchenko (não marcado) e busca aproveitar a pressão sobre Deschamps. Se a França conseguir avançar, ainda terá que lidar com um Azerbaijão que pode surpreender.

Em resumo, o empate contra a Islândia tornou o Grupo D um dos mais emocionantes da fase de classificação. Os próximos jogos, marcados para novembro, podem mudar o panorama e deixar o torcedor brasileiro grudado na tela.

Perguntas Frequentes

Como o empate afeta as chances da França na classificação?

O empate reduz a margem de segurança da França para apenas três pontos à frente da Ucrânia. Agora, o time precisa vencer os dois próximos confrontos – contra a Ucrânia e o Azerbaijão – para garantir a vaga direta, o que aumenta a pressão sobre o técnico e os jogadores.

Quais são os próximos jogos da Islândia nas eliminatórias?

A Islândia encara o Azerbaijão em casa, em Reykjavik, no dia 13 de novembro, às 14h (horário de Brasília), e depois recebe a Ucrânia em 16 de novembro, também às 14h. Um triunfo contra o Azerbaijão manterá viva a esperança de terminar entre os dois primeiros.

O que o técnico Didier Deschamps pode mudar para os próximos jogos?

Especialistas sugerem que Deschamps deve reforçar a zaga, talvez adotar um três na defesa, e dar mais liberdade ao ataque de Mbappé. Também se fala em usar um meio‑campo mais dinâmico para evitar a pressão que a Ucrânia costuma exercer nos últimos minutos.

Qual o impacto desse resultado na disputa pela vaga da Ucrânia?

A vitória contra o Azerbaijão colocou a Ucrânia em 7 pontos, a três atrás da França. Agora, a equipe ucraniana tem a oportunidade de assumir a liderança caso vença a França em Kiev, o que deixaria o Grupo D ainda mais imprevisível.

Por que o empate contra a Islândia foi tão inesperado?

Além da condição climática fria de Reykjavik, que costuma atrapalhar equipes de clima mais quente, a Islândia fez um plano tático bem disciplinado, aproveitando as bolas paradas. A França, por sua vez, ainda não encontrou ritmo defensivo consistente, o que abriu espaço para o gol de empate nos últimos minutos.

14 Comentários

Michele Souza

Michele Souza

Vamos Fé, a França ainda tem tempo pra ajeitar a defesa e garantir a vaga!

Elida Chagas

Elida Chagas

É notório que a suposta supremacia tática da equipe tricolor se revela tão frágil quanto uma fina camada de gelo na aurora islandesa; lamento observar tal descompasso.

Thais Santos

Thais Santos

O empate na Islândia nos faz refletir sobre a natureza efêmera da superioridade no futebol.
Não basta acumular vitórias; é preciso sustentar a coerência ao longo de todo o ciclo de classificação.
A França, apesar de seu histórico glorioso, parece vacilar quando confrontada com equipes que priorizam a disciplina defensiva.
Enquanto isso, a Islândia demonstra que a organização tática pode neutralizar talentos individuais de alto nível.
A presença de jogadores como Mbappé acrescenta brilho, mas não garante imunidade a erros coletivos.
A pressão psicológica sobre Deschamps aumenta a cada ponto deixado escapar.
É curioso observar como as condições climáticas de Reykjavik podem influenciar a performance física dos atletas.
Talvez a solução passe por ajustes na formação defensiva, utilizando um bloco mais compacto.
Adotar um três na defesa pode oferecer maior cobertura contra bolas paradas.
Além disso, a criatividade no meio‑campo precisa ser incentivada para evitar a estagnação.
Os próximos confrontos contra Ucrânia e Azerbaijão serão decisivos para validar ou refutar as críticas recentes.
Se a França conseguir revertê‑las, restabelecerá sua credibilidade perante a comunidade internacional.
Caso contrário, corre o risco de ser colocada sob o mesmo escrutínio que recebeu a Espanha em ciclos passados.
A torcida brasileira, sempre apaixonada, deve manter o apoio, pois a história demonstra que a equipe sabe se reinventar.
Em última análise, o futebol é um reflexo da complexidade humana, onde confiança e vulnerabilidade coexistem em campo.

elias mello

elias mello

Concordo plenamente, Thais! Cada ajuste tem seu peso, mas a mentalidade do grupo é o que realmente conta. 🌟⚽️

Camila Gomes

Camila Gomes

Um detalhe que muita gente esquece é a importância dos treinamentos de bola parada; a Islândia aproveitou bem essas oportunidades. Se a França reforçar esse aspecto, a chance de levar três pontos aumenta consideravelmente.

Consuela Pardini

Consuela Pardini

Ah, claro, porque mudar uma formação vai fazer a magia acontecer como num filme de Hollywood, né?

Paulo Ricardo

Paulo Ricardo

Desse jeito, a França pode acabar fora da Copa.

Ramon da Silva

Ramon da Silva

Recomendo que a comissão técnica avalie minuciosamente os vídeos das últimas duas partidas, a fim de identificar padrões recorrentes de vulnerabilidade na linha defensiva.

Isa Santos

Isa Santos

É meio estranho como o futebol reflete a vida - vitórias e derrotas ao mesmo tempo

Everton B. Santiago

Everton B. Santiago

Ajustes táticos são essenciais; a França deve priorizar a compactação defensiva sem perder a eficiência ofensiva.

Joao 10matheus

Joao 10matheus

Todo esse empate não pode ser coincidência, há quem diga que as sedes de jogos são manipuladas para favorecer certas nações.

Jéssica Nunes

Jéssica Nunes

Considerando os interesses financeiros subjacentes, não surpreende que decisões estratégicas sejam influenciadas por pressões externas.

Paulo Víctor

Paulo Víctor

E aí, galera, vamos cobrar mais pressão do meio-campo na próxima partida, a França tem que mostrar garra!

Ana Beatriz Fonseca

Ana Beatriz Fonseca

Tal como o vento que sopra sobre Reykjavik, a imprevisibilidade é a única certeza neste torneio.

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